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Coronavirus, o bicho pega!



O Bicho pega.
Se correr o bicho pega, a propósito deste dito abrasileirado, o facto de o bicho mesmo pegar, estou a referir o coronavírus (COVID 19), é melhor parar e ficar em casa. Obviamente que é uma prisão domiciliária, até dá para presumir o que o Sr. Pinto de Sousa passou no Estabelecimento Prisional de Évora… Mas deixemo-nos de analogias. Sem embargo nenhum constatou-se que o isolamento é a melhor forma de suster, pelo menos um pouco, a propagação do malfadado vírus, como dizia o António Mafra, “ A Ritinha está lá fora, cá dentro estava melhor!” Aliás, estando na residência, até dá para perceber melhor algumas movimentações citadinas. Com efeito da minha casa tem-se visão bastante ampla, abrange a via rápida (Avenida António Macedo). Realmente dá para apreciar o escasso volume de trânsito naquela via, seja um dia de semana ou de fim-de-semana, é um descanso. Silêncio não diria absoluto, mas quase, até as ambulâncias que rumam ao hospital de Braga, o fazem em silêncio, pelos visto não existe motivo para usarem os sinais sonoros, para que os restantes automobilistas deem passagem prioritária a este veículo de emergência, na verdade a via encontra-se livre, só a luzinha azul a brilhar é que assinala a passagem veloz da viatura referida.
Quando vou passear o “Pinguço” o cão da família, é outro sossego. Efetivamente dá-se a volta ao quarteirão, e não se vê ninguém, nem pessoas nem animais, o canídeo até agradece, pois não aprecia lá muito, salvaguardando algumas exceções, a presença de outros bichos da sua espécie, faz o que tem que fazer completamente em paz, nomeadamente afugentar um bando de pombas que estaciona por estas bandas.
Também dá para ler e escrever mais, pois a televisão, excetuando os noticiários é, sempre, mais do mesmo. Vejam lá que o meu aparelho, por estranho que possa parecer, encontra-se horas a fio desligado, até se me afigura que agradece o merecido repouso, já que em tempos idos, laborou sem muito vagar.
Outrossim, dá para ensaiar vários movimentos de “ginástica cueca”, como disse o Vasco Santana, a fim de que a barriguinha se mantenha no seu lugar.
Enfim, aconselho os meus amigos a gozar estas novidades sociais de forma airosa, eivada de muita felicidade e disciplina, pois qualquer dia, felizmente ou infelizmente finaliza. Paralelamente e de bom grado vamos continuar a viver desta maneira, vamos encerrar a porta “ao tal do corona vírus”, para ver se ele vai pregar para outra freguesia e nos deixe em paz, que deixe de semear a dor e o sofrimento na sociedade.
Afinal, como diz ao frase publicitária “É bom viver em casa!”
Um abraço fraterno de solidariedade.

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