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Braga, sempre.


Era uma vez, numa terra muito bonita à beira mar plantada, entre outras várias ocorrências e peripécias, existiam pequenas tribos que, entre si, praticavam um jogo chamado chuto no couro. Havia os azuis, os verdes e os encarnados, digo encarnados porque estes de vermelho nada tinham, já que a tal terra quando era governada, ditatorialmente, por um indivíduo chamado Sala e Azar, embora muito lhes custe a engolir, era a tribo do regime. Durante este regime estes encarnados ganhavam quase tudo, muito embora, às vezes, tais vitórias não fossem muito claras. Eram famosos os roubos de catedral. O campo dos lampiões era fortim afamado, pois era muito bem guardado por homens de fato preto, consequentemente, nenhum adversário tinha hipóteses de sair de lá a ganhar alguma coisa. Entretanto, aconteceu uma revolução que também se repercutiu no jogo chuto no couro, pelo que os verdes, os axadrezados e, principalmente, os azuis começaram a ganhar. Aliás, os azuis também começaram a ganhar no Continente. Os encarnados começaram a sentir-se muito mal na medida em que só ganhavam de longe a longe. Gabavam-se que, três quintos da população, era adepta da tribo. Que tinham os melhores jogadores, que tinham os melhores treinadores. Por consequência só não ganhavam porque os adversários faziam jogo sujo, principalmente os azuis do norte. Assim, arvoraram-se em defensores da moral e bons costumes começando campanhas contra os desonestos. Sentiram-se prejudicados nos jogos contra os azuis e os verdes. Atribuíram a vitórias dos adversários por “roubos” de arbitragem. Quando toda a gente viu que tais vitórias foram justas face ao futebol desenrolado pelas equipas vencedoras. Todavia, esqueceram-se de referir que quando ganharam aos vermelhos do norte foi por actuação fraca do major ferreira, na medida em que este não vislumbrou ou não quis vislumbrar a grande penalidade cometida pelo espanhol sobre o ponta de lança dos vermelhos. A dualidade gritante, a prejudicar os vermelhos, em termos disciplinares. Mas, Jasus que é justo clamou em defensa dos encarnados, justificando as suas derrotas com as actuações dos homens de preto, doutra maneira seriam, sempre, campeões, na medida em que a sua equipa é a melhor do mundo e arredores. Contudo, dos erros do major ferreira, dos erros dos árbitros nos jogos do Gil, Paços Ferreira e Porto (taça da liga), nada disse. Ou a questão apresentada por um jornalista brasileiro sobre o eventual penalti perdoado pelo major ferreira, apenas referiu que não falava dos jogos já passados. Apesar desta resposta o Jasus é mentiroso, pois também se mente por omissão, tivesse coragem e apresentasse a postura do Jardim. Este não comentou a arbitragem quando foi prejudicado, pois segundo ele, se o fizesse também teria que o fazer quando fosse beneficiado. Sabe uma coisa Jasus, os homens são assim, defendem-se com princípios e não com balelas
É evidente que o título para os vermelhos do norte este ano está quase impossível de alcançar. Falhou-se em dois momentos chave do campeonato. A meu ver não vale a pena estar à procura de culpados em particular. Efectivamente, vamos todos assumir as nossas culpas e vamos pensar que a recompensa está para breve. Temos um jardim, um salvador e muitos guerreiros, que mais queremos? Confiemos que a vitória esta próxima, Viva o Braga.

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