No futebol e como dizia o Artur Jorge, ex-treinador, existem três resultados normais, ganhar, perder e empatar. Consequentemente, o resultado do jogo SC Braga vs. C Bruges, foi absolutamente normal, isto é a derrota do SC Braga foi de uma normalidade total. Todavia, o que foi anormal foram os falhanços na concretização, foram os erros infantis a defender, foi a falta de humildade e concentração patenteada pela maioria dos atletas do SC Braga, bem como o nervosismo e precipitação demonstrada pela equipa técnica. Não se admitem falhanços deste género a quem é profissional e treina todos os dias. Foram os assomos de vedetismo e a sobranceria que motivaram a actuação fraquíssima de alguns jogadores. No tocante, às substituições só posso dizer que o Leonardo Jardim estava completamente de cabeça perdida, partiu completamente a equipa. Que importa jogar com três pontas de lança se a bola não chega aos mesmos em condições. Onde estavam os alas ou os play makers que servem a bola em condições para que os avançados cumpram o seu papel. É dos livros que no jogo só se aplica aquilo que se treina. Posso estar a opinar empiricamente, contudo, não acredito que em algum treino o Mister tenha juntado os três pontas de lança do SC Braga. A falta de entrosamento viu-se, estorvavam-se uns aos outros. Ou até mesmo uma linha média composta pelo Salino, Alain e Hugo Viana. Arriscou tanto porquê? O resultado era o empate e toda gente que estava na Pedreira e que minimamente percebe de futebol viu que o SC Braga estava completamente desorientado. Só com muita sorte é que chegaria de novo ao golo. O tento do empate do Bruges trouxe os jogadores do SC Braga à terra e quando quiseram obviamente já não puderam. Recordo que o plantel do SC Braga é bom, porém, não é óptimo. Efectivamente o resultado positivo que tem conseguido foi usada muita entrega, muito trabalho e muita humildade e, especialmente, com muito respeito pelo adversário. Na minha modesta opinião foi o que faltou a todos neste jogo. Vamos tomar um banhinho de humildade, cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Vamos emendar a mão. Utilizem o conceito filosófico de Gaston Bachelard, progridam em cima do erro. Temos que possuir a verdadeira noção do que valemos. Já agora, uma coisa que não faltou à equipa foi o apoio incondicional dos adeptos, não o desperdicem!
Era uma vez, numa terra muito bonita à beira mar plantada, entre outras várias ocorrências e peripécias, existiam pequenas tribos que, entre si, praticavam um jogo chamado chuto no couro. Havia os azuis, os verdes e os encarnados, digo encarnados porque estes de vermelho nada tinham, já que a tal terra quando era governada, ditatorialmente, por um indivíduo chamado Sala e Azar, embora muito lhes custe a engolir, era a tribo do regime. Durante este regime estes encarnados ganhavam quase tudo, muito embora, às vezes, tais vitórias não fossem muito claras. Eram famosos os roubos de catedral. O campo dos lampiões era fortim afamado, pois era muito bem guardado por homens de fato preto, consequentemente, nenhum adversário tinha hipóteses de sair de lá a ganhar alguma coisa. Entretanto, aconteceu uma revolução que também se repercutiu no jogo chuto no couro, pelo que os verdes, os axadrezados e, principalmente, os azuis começaram a ganhar. Aliás, os azuis também começaram a ganhar no Cont...
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