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Antes que a tinta acabe



Antes que a tinta acabe

Já lá vão um tempo que não escrevo sobre o desporto em geral e o futebol em particular. Efectivamente, o Campeonato da 1ª Liga ainda vai na terceira jornada e a queixa contra os árbitros, sobretudo por parte do Sporting, entrou, a meu ver, no exagero. Essa situação também foi potenciada por largo sector da comunicação social. Queixa-se esse clube lisboeta da anulação de dois golos e de duas grandes penalidades que não foram marcadas a seu favor, nos jogos que disputou em casa contra o Olhanense, apitado pelo Carlos Xistra e no jogo, também, em Alvalade, contra o Marítimo, apitado pelo Pedro Proença. Na minha opinião os quatro lances em causa são passíveis de várias interpretações, senão vejamos: Nos dois supostos golos anulados, é certo que o marcador não se encontrava na posição de fora de jogo, todavia, quase a seu lado encontrava-se outro colega de equipa que se encontrava claramente em off side. Logo, como a bola é jogada para aquele sector, compreende-se a atitude do árbitro ao anular a jogada. No tocante aos penalties, o ajuizamento também é difícil já que o tema em discussão, num caso é o famoso caso de mão na bola ou bola na mão e no outro é o da intensidade do encosto se é ou não de tal forma suficiente que possa derrubar o adversário. A pressão sobre o Carlos Xistra, começou logo no estádio, até ao ponto de este não expulsar o Jefren, atleta do Sporting, após golpe de full contact que efectuou sobre um adversário. Xistra, eu já te avisei, vão-te fazer a cama. Desde que na época passada tiveste a coragem de expulsar e bem o Javi Garcia em Braga, nunca mais te deixaram em paz. Os teus eventuais erros foram idênticos ao do Dr. Proença e agora compara a tua nota com a dele, Contra ti apontaram-te as metralhadoras todas, foi o Sporting, foram os jornais, foram as televisões e contra o senhor doutor? Não, apenas se equivocou. Não me esqueço da arbitragem desse senhor no último jogo da época passada em Braga. O comportamento agradável, até cavalheiresco que tinha para os jogadores do Sporting, contrastava com o comportamento agreste e ríspido que tinha para com os atletas do SC Braga. O comportamento desafiante e arrogante que denotava perante a assistência bracarense, quando esta se manifestava pela queima de tempo e consequente anti jogo dos atletas sportinguistas. Nessa altura não ouvi o Carlos Freitas nem o Godinho Lopes a comentarem a actuação do árbitro. Se calhar comentaram eu que estava distraído.
O grande problema do Sporting é o investimento que fizeram, para a próxima época tem que participar na Liga dos Campeões, se não pode entrar em falência tais são as obrigações financeiras do clube. Mas esse desiderato está bicudo para alcançar. Já se viu que os lagartos não tem peito para os dragões nem para as águias, sobra o terceiro lugar. Neste particular já vai a cinco pontos do Braga e não são sete porque o árbitro do jogo com o Rio Ave não viu uma mão de um jogador de Vila do Conde dentro da área que acarretava a expulsão do mesmo, bem como a marcação de uma grande penalidade. Ninguém do Braga chorou baba e ranho pela não marcação dos castigos. Compreenderam o erro do árbitro e do seu adjunto. Sportinguistas joguem à bola. Aliás, não estou a dar novidade nenhuma, já ouvi este ano, várias vezes, a Juventude Leonina a pedir-vos precisamente isso
OS braguistas cá vão cuidando do seu jardim, lá para as bandas de Alvalade parece que a paciência se está a esgotar.

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