Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2011

Derrota em boa altura?

No futebol e como dizia o Artur Jorge, ex-treinador, existem três resultados normais, ganhar, perder e empatar. Consequentemente, o resultado do jogo SC Braga vs. C Bruges, foi absolutamente normal, isto é a derrota do SC Braga foi de uma normalidade total. Todavia, o que foi anormal foram os falhanços na concretização, foram os erros infantis a defender, foi a falta de humildade e concentração patenteada pela maioria dos atletas do SC Braga, bem como o nervosismo e precipitação demonstrada pela equipa técnica. Não se admitem falhanços deste género a quem é profissional e treina todos os dias. Foram os assomos de vedetismo e a sobranceria que motivaram a actuação fraquíssima de alguns jogadores. No tocante, às substituições só posso dizer que o Leonardo Jardim estava completamente de cabeça perdida, partiu completamente a equipa. Que importa jogar com três pontas de lança se a bola não chega aos mesmos em condições. Onde estavam os alas ou os play makers que servem a bola em condiçõ...

Altos Comandos. Fé ou Desconfinça

Altos Comandos, Fé ou desconfiança. A fama da nossa Companhia junto aos altos comandos pelos vistos não era notável, esta suspeição baseia-se no facto de que a 3495 nos corredores e nos gabinetes do Quartel General de Porto Amélia e no Comando do Sector “D” em Mueda, era conhecida pelos “coiros” de Omar. Outrossim também se desconfiou que a nossa correspondência tivesse sido violada, várias vezes, em Porto Amélia. Também, não era por acaso que as nossas operações, mesmo em M´Panze, eram acompanhadas e confirmadas por via aérea. Recordo que durante uma operação no fim de cada dia, obrigatoriamente, via rádio, tínhamos que enviar as coordenadas do local onde pernoitávamos para a sede da Companhia que, por sua vez, as retransmitia para o Comando de Sector. Dizia-se que era para informar a Força Aérea da nossa localização, prevendo uma eventual acção daquela força naquela área. Todavia, não passava de uma manobra de controlo, dado que na maior das vezes quem sobrevoava o local assinala...

A minha Escola de Futebol 4

A minha Escola de Futebol 4 Para encerrar o tema da minha escola de futebol, desta vez vou dedicar a escrita ao Campo dos Padres. Este campo situava-se na Mata da Ordem, onde se situa actualmente o Campo da Mata da Ordem, construído pelo Grupo Desportivo Bairro da Misericórdia, local assim chamado na medida em que o mesmo era pertença de uma Ordem Religiosa e utilizado pelos seus alunos para fins de recreio e desporto. O Seminário Menor existia na Estrada de São Martinho, para melhor localização, diga-se que na entrada do referido Seminário existia e ainda existe a Capela de São Lourenço, também popularmente conhecida por “Sé Velha”. Na Mata da Ordem, existia um campo de futebol, teria as medias de 30x60 metros, bem como um lago. Nesse lago, actualmente ainda existem vestígios do mesmo, havia uma fonte que o alimentava com uma água bastante pura, fresca e límpida. Havia também um barco. Consequentemente, estas condições proporcionavam condições óptimas para o divertimento. Jogávamo...

A minha Escola de Futebol 3

Na continuação da saga da minha escola de futebol, desta vez vou dedicar a escrita ao Campo de Baixo. Este campo situava-se entre as traseiras das primeiras casas da ala esquerda da Rua Dom Francisco de Noronha e a congosta que existia entre este campo e a Quinta das Andorinhas, ou a Quinta do Rascão como nós a denominávamos. Apelidávamos a exploração agrícola deste modo, pois o caseiro ou proprietário da altura chamava-se Rascão. Era principalmente um campo de Verão, na medida em que no Inverno tornava-se num autêntico lamaçal pelo facto de ali desaguarem duas linhas de água. A par de recinto de jogos de futebol era também um local onde passávamos muito tempo, aproveitando a linha de sombra proporcionada pelos choupos existentes em paralelo com o muro que delimitava o campo e a congosta, jogávamos às cartas. Esse jogo, normalmente era o “montinho”, todavia, também se jogava à “pedida” e ao “sete e meio”. Efectivamente o que movimentava esse jogo de cartas eram as apostas que se f...

Um "bento" do "carvalho"

Bento do Carvalho Não resisti à tentação de escrever sobre o imbróglio que o Ricardo Carvalho arranjou objectivamente com a Federação Portuguesa de Futebol, por via do desencontro de ideias que teve com o Seleccionador Nacional Paulo Bento. Antes de mais importa dizer que este tipo de atitude é muito normal no desporto em geral e no futebol em particular. No desporto profissional este tipo de atitude é mais raro, na medida em que o atleta está mais exposto e, no fundo, precisa do ordenado ao fim do mês para viver. A “guita”, em princípio, vai para a conta bancária do atleta a jogar, sentadinho no banco ou, mesmo, na bancada. Aliás, no futebol, a apreciação que o atleta faz do treinador, normalmente, é, mais ou menos, a seguinte: Para o atleta que joga normalmente o treinador é um supra sumo, para aquele que é utilizado menos vezes, o treinador é bom, mas podia melhorar em determinados aspectos, finalmente, para o jogador raramente utilizado o treinador é uma besta e não percebe na...