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Vamos a Dublin.


 Era uma vez um treinador de futebol, jovem e inteligente, sabedor de muitas técnicas e estratégias futebolísticas que ingressou numa equipa, denominada pequena, que vestia de vermelho e se sediava no norte do país.
As batalhas que iria enfrentar, pareciam e eram na verdade muito difíceis. Todavia, conseguiu incutir no espírito dos seus comandados toda a garra, todo um querer e o sentimento de conquista que um guerreiro necessita para enfrentar os mais temerosos adversários.
Os confrontos arribaram, ocorreram nos mais variados campos, terras altas escocesas, Andaluzia ardente, estepes frias ucranianas, terras acauteladas inglesas, campos gelados polacos e perigosa arena sérvia. Contudo, em todos eles os Guerreiros do Minho, quais Magriços de Inglaterra, saíram a contento das suas gentes. Mas para chegar a Dublin, palco final do evento, faltava a derradeira peleja. Com efeito, desta vez o embate seria o mais difícil de todos, na medida em que o opositor era demasiado conhecido e conhecedor, eram os lampiões da mouraria. Na realidade, o seu treinador, que já tinha sido anteriormente, o comandante das hostes de Braga, obrigatoriamente, conhecia, ou pelo menos devia conhecer com exactidão, as virtudes e os defeitos dos Guerreiros do Minho & Cª. Aliás, ele afirmava publicamente que os seus pupilos até conheciam o aroma do perfume, bem como o teor de salinidade do suor dos seus adversários. Paralelamente, também já tinha sido alertado pelo seu insuspeito atleta Pablo Aimar, que não é um jogador qualquer, é internacional da Argentina e já fez parte do plantel de grandes equipas, tais como o Real Madrid, que o campo mais difícil que encontrou em Portugal foi o da pedreira bracarense. Realmente, baseou a sua afirmação na qualidade e na atitude dos Guerreiros do Minho, bem como no comportamento fervoroso e constante dos adeptos braguistas. Por via dessas constatações esperava-se um duro e complicado duelo.
Efectivamente, no dia e hora marcados a refrega teve lugar e como diz a canção “ o Braga vai ganhar” e … ganhou. De facto não aconteceu nada de novo, a equipa exibiu as suas anteriores qualidades que, pelos vistos, passaram despercebidas ao Jesus. Porém, o que me causou estranheza foi a reacção do treinador, do presidente e de alguns atletas dos lampiões à derrota sofrida. Na realidade, leva-me a supor que os responsáveis pela equipa adversária, afinal de contas não conheciam com rigor, excepcionando o Aimar, o valor do Braga e já agora, digo eu, ainda bem. Outra reacção, mas esta já aguardada, foi o comentário de alguma imprensa que justificou a derrota do SL Benfica, através das suas fraquezas e não pelo enorme valor do SC Braga. Outrossim, já tinha tido o mesmo comportamento em embates anteriores.
Já vou longo na prosa, portanto, vou concluir referindo e realçando aquilo que afirmei em escritos anteriores, a saber:
1º: Benfiquistas “apeguem-se” a Deus ou à Nossa Senhora da Luz, pois jesus não faz milagres.
2º: Contra ventos e marés, no dia 18 de Maio de 2011, lá vamos comparecer em Dublin para o tira teimas final e nesse confronto, apenas desejo que o Vilas Boas use a cartilha do jesus.
Até os comemos

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