Assustado, como se uma sombra o perseguisse, a sombra dos verdadeiros Guerreiros do Minho, o Machado começou a palrar perdendo o tino. Aos poucos foi tropeçando nas palavras e em vez de se referir ao jogo da final da Taça de Portugal, foi dando alfinetadas no SC Braga, que não era tido nem achado na final do Jamor. Jocosa e ironicamente ia falando nos Guerreiros de plástico. Sinceramente desconheço onde o homem queria chegar. Seria dor de cotovelo por não estar em Dublin. Seria inveja afogueada pelo facto da sua equipa, em termos classificativos, na liga, acabar atrás do Arsenal do Minho. Efectivamente, só ele pode explicar a razão. Mas, se calhar, foi pelos dois factores. Recordo-lhe que a inveja é muita feia, é um pecado grave e feio.
Esta sua dispersão, devia concentrar-se no jogo que ia disputar, levou ao facto que no relvado do vale do Jamor a sua equipa fosse goleada copiosamente pelo FC Porto. Os choupos, os salgueiros e os pinheiros da mata do Estádio Nacional até nem abanaram, embora o ciclone portista fosse violento. A cabeça devia ter andado à roda com tanto golo. A tal massa associativa que é especial, que é diferente das outras, quando faltavam vinte minutos para finalizar o prélio, começou a debandar do local. Afinal, tais adeptos quando são humilhados, reagem tal qual os outros. Fugir, o mais rápido possível, à vergonha e à derrota vexatória.
Guerreiros? Já agora lembro que os verdadeiros Guerreiros do Minho já tinham mostrado a sua raça no jogo da Liga, disputado no Estádio da Pedreira, a contar para o Campeonato. Ganharam por 3-1 ao finalista vencido da Taça de Portugal de 2011. Na Irlanda tombaram. Todavia, não tremeram, caíram de pé, deram réplica até ao apito final. Efectivamente, o resultado foi sempre uma incógnita até ao fim. O FC Porto, não obstante ser uma das melhores equipas da Europa, foi sempre mantida em sentido. Constatou-se o enorme alívio dos jogadores, equipa técnica e adeptos do FC Porto, quando o árbitro deu por finda a contenda. Porém, no tocante, ao jogo da final da taça, a armada azul, quase nem celebrava a vitória, tão natural e tão fácil que ela foi. Contudo, que me desculpem os portuenses, derrotar uma equipa cujo os guerreiros foram adquiridos na lojinha dos trezentos, ou “made in china”, não é feito nenhum, foi como limpar o rabo a uma criancinha.
Aprenda, este caso que sirva de exemplo, vigie a sua casa e não “cutuque” a casa dos outros.
PS - Apesar de tudo estou solidário consigo e com a sua equipa. Na realidade, a Organização da final da Taça, mostrou por si e pelos seus, uma enorme falta de respeito. Então, apenas tocaram o Hino Nacional de Portugal, esquecendo-se por completo do hino espanhol, quando no palco se encontrava uma equipa espanhola. Imperdoável…
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