Avançar para o conteúdo principal

Assim se vê a força do ABC ...

Confesso que é com um pouco de sentimento de culpa que alinhavo este texto, na medida em que, há já algum tempo, tenho andado alheado do acompanhamento desportivo do ABC de Braga. Todavia, neste fim de semana, por um acaso, acompanhei a fase final do Campeonato Nacional de Juvenis que se disputou no Pavilhão Flávio Sá Leite, em Braga.
A par do ABC, também participaram o FC Porto, o Sesmaria e o Xico Andebol. Com efeito, desde logo se nota a forte componente do norte do País. Apenas o Sesmaria, em termos geográficos, se situa a sul do Rio Douro, concretamente na zona de Leiria. Não sei o que se passou com o Sporting, o Belenenses e o Benfica.
No que concerne aos jogos que assisti, obviamente que foram aqueles em que o Académico participou, destaco o de Sexta-Feira, pois pareceu-me que foi a vitória mais categórica do ABC contra o adversário que me pareceu o mais forte. Em contra partida o que menos gostei, não foi por causa do resultado – empate, mas porque tive a impressão que os jovens atletas, nesse jogo, entraram um pouco convencidos, subestimando o adversário - o Sesmaria. Tal atitude ia dando para o torto. Contudo, emendaram a mão a tempo.
No último jogo, contra o Xico Andebol, era uma final. Aliás, era uma final cujo empate servia ao adversário. Nesta partida veio ao de cima a categoria e a postura dos atletas bracarenses. Efectivamente, denotaram uma garra, uma crença e uma categoria que somente está ao alcance dos melhores. Na realidade, durante a poule, no somatório de todos os vectores, o ABC foi, sem qualquer tipo de dúvida, a melhor equipa e como é óbvio mereceu o título de Campeão Nacional.
Também gostei de ver o empenho e o entusiasmo que as claques, sem excepção, acompanharam as suas equipas. Eram palmas, eram gaitas, eram assobios, bem como palavras de encorajamento. Enfim, era o festejo do golo e afortunadamente foram muitos. Porém, não havia necessidade dos murros ensurdecedores que alguns adeptos davam nas chapas publicitárias, deixavam-nos meios zonzos. Realmente, nos intervalos era sempre necessário abandonar o pavilhão para dar um pequeno descanso aos ouvidos e desanuviar a cabeça.
Na minha modesta opinião, o ABC possui uma equipa muito compacta inclusivamente até ao nível do banco de suplentes. No entanto, destaco o central, o ponta direita e o pivot, são jovens, mas já exibem uma maturidade andebolista muita acima da média para aquele escalão. Também fiquei a saber que o ponta direita – o André Azevedo – é filho do Zé Nuno Azevedo, ex-atleta do SC Braga. Lembrava-me dele dos Infantis (futebol) do SC Braga, pelos vistos em boa hora trocou de modalidade. A meu ver é bem melhor no Andebol que no Futebol. Muito melhor. Senão estou em erro o pivot é filho de um ex-atleta do GD Bairro da Misericórdia e irmão do Leandro, atleta do GDBM, pelos vistos este também derivou, com sucesso, da corrente desportiva dos seus familiares.
Foi agradável constatar que a equipa técnica era chefiada pelo ex-atleta do ABC José Vieira, é no fundo passar para os jovens aquilo que aprendeu na sua longa e frutuosa carreira de andebolista. Para finalizar quero dar os parabéns e felicitar todos os atletas, equipa técnica e direcção pelo bom trabalho efectuado e pelo título alcançado.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Ares serranos. Parte 4

Ares Serranos. Parte 4 A rivalidade entre pessoas, entre grupos, entre localidades, entre regiões, entre países, deve ser tão velha como o homem. Todavia, neste momento e na sequência do desafio que há dias, ocorreu entre a ADR Terras de Bouro e o GD do Gerês. Efectivamente, é por demais evidente que se trata do derby concelhio e desta vez, saiu vencedor o GD Gerês. Não obstante a maior dos atletas do GD Gerês não serem naturais e ou residentes na vila, é bem verdade que na Freguesia, sempre houve tendências futebolísticas, bem como atletas de fino recorte. Lembro-me de falarem no Quim do Dias, que esteve para ingressar no Sporting de Braga, nos 50. Aliás, eu recordo-me muito bem dele das viagens que fiz na viatura de carga e mais tarde na de passageiros da Empresa Hoteleira do Gerês, conduzidas por ele, no percurso Braga – Gerês e volta. Porém, além disso, conta a história que os cidadãos da freguesia de Vilar da Veiga, mesmo em tempos muito remotos já se preocupavam com a educação...

Braga, sempre.

Era uma vez, numa terra muito bonita à beira mar plantada, entre outras várias ocorrências e peripécias, existiam pequenas tribos que, entre si, praticavam um jogo chamado chuto no couro. Havia os azuis, os verdes e os encarnados, digo encarnados porque estes de vermelho nada tinham, já que a tal terra quando era governada, ditatorialmente, por um indivíduo chamado Sala e Azar, embora muito lhes custe a engolir, era a tribo do regime. Durante este regime estes encarnados ganhavam quase tudo, muito embora, às vezes, tais vitórias não fossem muito claras. Eram famosos os roubos de catedral. O campo dos lampiões era fortim afamado, pois era muito bem guardado por homens de fato preto, consequentemente, nenhum adversário tinha hipóteses de sair de lá a ganhar alguma coisa. Entretanto, aconteceu uma revolução que também se repercutiu no jogo chuto no couro, pelo que os verdes, os axadrezados e, principalmente, os azuis começaram a ganhar. Aliás, os azuis também começaram a ganhar no Cont...

A minha Escola de Futebol 3

Na continuação da saga da minha escola de futebol, desta vez vou dedicar a escrita ao Campo de Baixo. Este campo situava-se entre as traseiras das primeiras casas da ala esquerda da Rua Dom Francisco de Noronha e a congosta que existia entre este campo e a Quinta das Andorinhas, ou a Quinta do Rascão como nós a denominávamos. Apelidávamos a exploração agrícola deste modo, pois o caseiro ou proprietário da altura chamava-se Rascão. Era principalmente um campo de Verão, na medida em que no Inverno tornava-se num autêntico lamaçal pelo facto de ali desaguarem duas linhas de água. A par de recinto de jogos de futebol era também um local onde passávamos muito tempo, aproveitando a linha de sombra proporcionada pelos choupos existentes em paralelo com o muro que delimitava o campo e a congosta, jogávamos às cartas. Esse jogo, normalmente era o “montinho”, todavia, também se jogava à “pedida” e ao “sete e meio”. Efectivamente o que movimentava esse jogo de cartas eram as apostas que se f...