O Mistério das Sete Fontes
Desde há muito que andava para revisitar o monumento nacional das Sete Fontes (Braga). Com efeito, a primeira e única vez que lá fui, aconteceu num dia de verão, há quase sessenta anos. Realmente, nas férias grandes, eu com mais alguns companheiros de infância resolvemos meter os pés ao caminho e fazer a “longa viagem” desde o Bairro da Misericórdia, até às Sete Fontes. Serviu de guia um amigo que havia sido desalojado do Areal, aquando da construção do quartel (RI8), que, face a essa situação veio morar para o Bairro, pelo que era um exímio conhecedor do lugar. Aliás, gabava-o de tal forma que originou em nós uma enorme curiosidade em o visitar. Desse já longo périplo apenas me ficou na memória, o longo caminho por veredas e congostas que a partir do quartel fomos obrigados a seguir, bem como a frondosidade do local. Na verdade, do conjunto arquitectónico das águas apenas recordava umas pequenas casas, o sussurrar do precioso líquido e uma bica de água fresca e cristalina, onde saciamos a sede. Ficou na ideia da nossa fantasiosa mente infantil, talvez influenciados pelas famosas histórias dos Cinco, de Enyd Blyton, que ali podia ser um lugar onde se encerravam muitos tesouros.
Efectivamente, há dias, numa viagem de grupo, organizada por uma empresa da cidade, em conjunto com a Junta de Freguesia de São Vítor, confirmei a existência desses tesouros. Não era um pote de ouro dos piratas, não eram moedas de prata dos Templários. Enfim o tesouro, a meu ver é muito mais rico e valioso. Começa logo pelo local, a mata é luxuriante e frondosa. É sítio ideal para ali ser instalado o pulmão da cidade. No que concerne ao conjunto aquífero é mesmo uma jóia de inestimável valor. A parte arquitectónica é espectacular, os mananciais da água se em algumas fontes nasce num suave murmúrio, noutras nasce de forma vigorosa e barulhenta, parecendo querer correr de forma rápida e ligeira, utilizando aqueles pequenos e apertados túneis, para as bicas das fontes. Na realidade, a beleza, a hidráulica e a engenharia conjugam-se de forma harmoniosa. Este local é mesmo de preservar e melhorar, a par de ser um monumento nacional, é um livro aberto que fala da vasta história da nossa cidade. Já alguém caiu na tentação de alienar o local, a acontecer seria um crime de lesa Pátria. Vamos defender o que é nosso, podem crer que vale a pena. Vamos ajudar a salvar as Sete Fontes.
Desde há muito que andava para revisitar o monumento nacional das Sete Fontes (Braga). Com efeito, a primeira e única vez que lá fui, aconteceu num dia de verão, há quase sessenta anos. Realmente, nas férias grandes, eu com mais alguns companheiros de infância resolvemos meter os pés ao caminho e fazer a “longa viagem” desde o Bairro da Misericórdia, até às Sete Fontes. Serviu de guia um amigo que havia sido desalojado do Areal, aquando da construção do quartel (RI8), que, face a essa situação veio morar para o Bairro, pelo que era um exímio conhecedor do lugar. Aliás, gabava-o de tal forma que originou em nós uma enorme curiosidade em o visitar. Desse já longo périplo apenas me ficou na memória, o longo caminho por veredas e congostas que a partir do quartel fomos obrigados a seguir, bem como a frondosidade do local. Na verdade, do conjunto arquitectónico das águas apenas recordava umas pequenas casas, o sussurrar do precioso líquido e uma bica de água fresca e cristalina, onde saciamos a sede. Ficou na ideia da nossa fantasiosa mente infantil, talvez influenciados pelas famosas histórias dos Cinco, de Enyd Blyton, que ali podia ser um lugar onde se encerravam muitos tesouros.
Efectivamente, há dias, numa viagem de grupo, organizada por uma empresa da cidade, em conjunto com a Junta de Freguesia de São Vítor, confirmei a existência desses tesouros. Não era um pote de ouro dos piratas, não eram moedas de prata dos Templários. Enfim o tesouro, a meu ver é muito mais rico e valioso. Começa logo pelo local, a mata é luxuriante e frondosa. É sítio ideal para ali ser instalado o pulmão da cidade. No que concerne ao conjunto aquífero é mesmo uma jóia de inestimável valor. A parte arquitectónica é espectacular, os mananciais da água se em algumas fontes nasce num suave murmúrio, noutras nasce de forma vigorosa e barulhenta, parecendo querer correr de forma rápida e ligeira, utilizando aqueles pequenos e apertados túneis, para as bicas das fontes. Na realidade, a beleza, a hidráulica e a engenharia conjugam-se de forma harmoniosa. Este local é mesmo de preservar e melhorar, a par de ser um monumento nacional, é um livro aberto que fala da vasta história da nossa cidade. Já alguém caiu na tentação de alienar o local, a acontecer seria um crime de lesa Pátria. Vamos defender o que é nosso, podem crer que vale a pena. Vamos ajudar a salvar as Sete Fontes.
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