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Em homenagem ao Paulo Costa.


Sei que morrer é indubitavelmente uma verdade histórica, contudo, essa verdade nem sempre é compreendida por quem ama e por quem, de uma forma ou de outra, se encontra ligado a quem parte. Efectivamente, esse é o meu caso, já conhecia o Paulo há cerca de 40 anos, consequentemente, conheci-o ainda menino quando guiado pelo seu tio Toninho Barros, aparecia no Campo de Aviação, onde nos encontrávamos a fim de jogar uma “futebolada”. Vi-o a crescer e a tornar-se num homem com princípios e valores acima da média, também assisti ao esmero e o carinho com que educava os seus filhos, João e Inês, bem como à preocupação constante que denotava pela saúde do seu tio Toninho. Era, de facto, um amigo com quem se podia contar fosse em circunstâncias fosse. Realmente, foi um privilégio ser amigo de um homem com tamanho estatuto moral. Porém, tudo se desfez, todos os sonhos se desvaneceram, todos os projectos se encerraram, a tudo a morte, no teu caso inesperada, colocou termo sem qualquer tipo aviso ou condescendência. Compreender racionalmente o sucedido é, de todo em todo, impossível. Quando me despedi de ti, neste Sábado, ao meio-dia, nunca supus que fosse para sempre.
Meu amigo vais deixar saudades a todos que te conheceram e que tiveram o gosto de conviver contigo. Podes estar certo que eu em particular, e os Amigos de Sábado em geral jamais te esqueceremos. A tua passagem por este mundo, foi deveras marcante para as nossas vidas e bastante proveitosa. Na realidade foste um exemplo, eras humilde, educado, trabalhador e bastante prestável. Era evidente a tua preocupação nas nossas peladas quando algo não corria bem. Foste, sem embargo, um ser humano fora de série e com quem deu um gozo excepcional ter convivido.
Meu grande amigo se o sofrimento não é nunca definitivo e se á morte se segue sempre a Ressurreição, saudoso companheiro, até um dia.
Sentidas condolências à família, sendo certo que neste momento o meu pensamento vão para o João e para Inês.

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