Porto Amélia ou Pemba. Repartia o aposento, na Messe de Sargentos, com o Rolando Fonte, quando cheguei já este dormia profundamente. A janela do quarto estava aberta, pois o calor era bastante. Despi-me às escuras para não o perturbar, nem para atrair a mosquitada que por ali rondava, ávidos para sugarem o sangue fresquinho da “checalhada”, recentemente chegada a Moçambique. Acendi um cigarro, um LM que parecia palha em comparação com o Porto, que utilizava na Metrópole. Encontrava-me em meditação profunda, pensando no futuro sombrio que se aproximava a passos largos, quando o Rolando Fonte, acordou e ainda estremunhado, disse: - A fumar no quarto. Sabes que o fumo me incomoda bastante. Apaga essa merda e vai dormir que o dia não tarda. O Rolando era um desportista nato, logo anti-tabagista. Pedi-lhe desculpa e aceitei o alvitre. Apaguei o cigarro, despi-me e deitei-me em cima dos lençóis. T...