Face à proximidade dos jogos que a Selecção de Portugal vai efectuar contra a Bósnia, a contar para o apuramento para o Campeonato Europeu de 2012, nem ia comentar o assunto. Todavia, as declarações de hoje no jornal “ A Bola” efectuadas pelo José Bosingwa, levaram-me a emitir opinião. Efectivamente, o seleccionador nacional, Sr. Paulo Bento, deve possuir um aterro futebolístico de luxo. Realmente, quem atira para lá sem a menor justificação jogadores como o já aludido Bosingwa, Hugo Viana e Quim, deve viver, em termos futebolísticos, à grande e à francesa. Porém, posso estar enganado e em alternativa só podia existir o equívoco ou obstinação persistente. Equívoco não é certamente, pois esta situação já foi várias vezes aludida e o Seleccionador “passou por cima”. Consequentemente, apenas resta a embirração ou a prepotência. Esta situação é demonstrada futebolisticamente. É só passar a cassete ao rewind e constatar os jogos “maravilhosos” que Portugal disputou contra a Dinamarca, Islândia e Chipre. Todos os elementos de meio campo fora de forma, exceptuando o Moutinho, os restantes – Meireles, Martins, Amorim e Micael, se efectuaram um jogo completo pelos seus clubes na presente época, já não é mau. O Patrício a demonstrar um nervosismo incomodativo. Contudo, continua a confiar nos mesmos, de facto não necessitam ser substituídos. O Bosingwa de fora; não é necessário convocar o Hugo Viana, o estilo do atleta não se coaduna para o tipo de jogo da Selecção. Foi esta opinião que o Paulo Bento produziu, quando o Hugo esteve para ingressar no Sporting quando ele era o timoneiro dessa equipa. Não há dúvida que estava completamente certo. Foi campeão uma série de vezes com o clube de Alvalade. Também foi ele que correu do Sporting o nosso Custódio, o Varela e o Martins. Deu cobertura total ao Patrício, ao Veloso ao Djaló e com essas atitudes brilhantes advieram as suas sublimes vitórias… Também não deve reparar nas exibições do Guarda Redes do SC Braga, aliás é a defesa mais batida da liga, o Quim sempre agitado e pouco à vontade na baliza, efectivamente dá dó. Não pensem que estou a ser irónico, na medida em que se ele não o convoca é o que deve ver nele, a meu ver não existe outra justificação, pois para escolher um GR que este ano apenas possui noventa minutos de jogo e um outro que treme como varas verdes, o que é que vamos pensar? Não percebe de futebol? Não acredito, jogou vários anos em termos competitivos bastantes elevados. Como Treinador não é nenhum super sumo, mas vai-se safando. O grande pecado do homem é sem qualquer tipo de embargo a teima excessiva. Apenas lhe recordo que até os burros cooperam, mas o teimoso apenas vê um caminho, o dele, mesmo que seja tortuoso e em direcção do abismo. Alerta. Apesar de tudo espero, como todos portugueses, que Portugal saia vitorioso na eliminatória a disputar contra a Bósnia. Boa sorte.
Ares Serranos. Parte 4 A rivalidade entre pessoas, entre grupos, entre localidades, entre regiões, entre países, deve ser tão velha como o homem. Todavia, neste momento e na sequência do desafio que há dias, ocorreu entre a ADR Terras de Bouro e o GD do Gerês. Efectivamente, é por demais evidente que se trata do derby concelhio e desta vez, saiu vencedor o GD Gerês. Não obstante a maior dos atletas do GD Gerês não serem naturais e ou residentes na vila, é bem verdade que na Freguesia, sempre houve tendências futebolísticas, bem como atletas de fino recorte. Lembro-me de falarem no Quim do Dias, que esteve para ingressar no Sporting de Braga, nos 50. Aliás, eu recordo-me muito bem dele das viagens que fiz na viatura de carga e mais tarde na de passageiros da Empresa Hoteleira do Gerês, conduzidas por ele, no percurso Braga – Gerês e volta. Porém, além disso, conta a história que os cidadãos da freguesia de Vilar da Veiga, mesmo em tempos muito remotos já se preocupavam com a educação...
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