Na verdade, o empate entre o SC Braga e o SL Benfica, foi lisonjeiro para a equipa sulista. Efectivamente, o Braga foi mais equipa, foi mais temerário, em suma, quis ganhar o jogo. A equipa do sul entrou contra o Braga como entrou contra o Manchester United, quando estas equipas se enfrentaram, no mês passado, para a Liga dos Campeões, super defensiva. O Rei das Tácticas colocou no banco Rodrigo, Nolito e Bruno César, atletas, como se sabe, predominantemente, ofensivos. Comparou o Braga ao Manchester, boa visão. Apenas mexeu na equipa, quando esta estava a perder e se não fosse o charuto do Rodrigo, não sei qual seria o resultado final. Aliás, sobre este golo não sei em que se fundamentaram quase todos os jornais ao atribuir o mesmo ao Rodrigo. O golo, por azar nosso e do Douglão, foi um auto-golo deste atleta. Permito-me citar o jornal “ A Bola”: “ Na segunda parte o jogo foi mais dividido, mais luta no meio-campo e aos 73 minutos o Benfica empatou. Rodrigo, na área, rematou, Douglão desviou a bola e impediu que Quim defendesse”. Perante isto como é que foi golo foi atribuído ao Rodrigo. Que o rapaz não é mau jogador é verdade, porém, com este apoio generalizado, creio eu que se está a criar mas um ídolo com pés de barro, mas o futuro o dirá. Também me merecem reparo as declarações do Artur e do Rei das Tácticas, quando estes se referiram que a falta de energia prejudicou a equipa do sul. Então não querem lá ver que apenas o Braga foi beneficiado com essa avaria. Com esta situação somente era cortado o ritmo aos atletas do sul, os de Braga estavam super preparados, foi tudo treinado, pelo que usufruíram imenso desta situação, o Mister Leonardo é uma máquina, pensou em tudo, arranjou uns mini computadores para manter ligados à corrente os jogadores do Braga, a fim de não arrefecerem e o seu ritmo de jogo não ser cortado. Apetece-me dizer o que um sócio ao meu lado no dia de ontem gritava para o banco lampião, era mais ou menos isto “ Oh Jesus vai pró c.” Agora acrescento, leva contigo o Artur Moraes. Porém, sobre as declarações deste senhor, também convém referir e convidar o mesmo a referir com clareza quais são os factos ou as coisas do outro mundo que acontecem em Braga quando os encarnados do sul vêm a Braga. Insinuar é desleal e cobarde. Não lhe quero chamar ingrato, pois no futebol o que é hoje verdade amanhã é mentira, mas que beneficiou imenso com a passagem por Braga é uma verdade indesmentível, portanto, no mínimo podia ter um pouco de tento na língua, pois o SC Braga, os seus associados e a cidade não mereciam esse despropósito. Sobre as avarias já foram dadas as explicações técnicas por quem de direito. Todavia, sobre o facto de não existir água quente, o Sr. Morais, no final da partida, esteve no balneário do SC Braga e constatou que ali também não havia água aquecida, consequentemente, jamais existiu, por parte do SC Braga, qualquer intenção em prejudicar ao mal tratar qualquer elemento sulista. Aliás, nós no Minho nada temos com atitudes fadistas próprias da urbe lisboeta. Não apagamos a luz do Estádio deliberadamente, também não ligamos o sistema de rega quando o adversário se encontra ainda em cima da mesma, não incendiamos autocarros que transportam adeptos do adversário, não arremessamos very lights assassinos, enfim, somos civilizados.
Ares Serranos. Parte 4 A rivalidade entre pessoas, entre grupos, entre localidades, entre regiões, entre países, deve ser tão velha como o homem. Todavia, neste momento e na sequência do desafio que há dias, ocorreu entre a ADR Terras de Bouro e o GD do Gerês. Efectivamente, é por demais evidente que se trata do derby concelhio e desta vez, saiu vencedor o GD Gerês. Não obstante a maior dos atletas do GD Gerês não serem naturais e ou residentes na vila, é bem verdade que na Freguesia, sempre houve tendências futebolísticas, bem como atletas de fino recorte. Lembro-me de falarem no Quim do Dias, que esteve para ingressar no Sporting de Braga, nos 50. Aliás, eu recordo-me muito bem dele das viagens que fiz na viatura de carga e mais tarde na de passageiros da Empresa Hoteleira do Gerês, conduzidas por ele, no percurso Braga – Gerês e volta. Porém, além disso, conta a história que os cidadãos da freguesia de Vilar da Veiga, mesmo em tempos muito remotos já se preocupavam com a educação...
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