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Contra ventos e marés...

Sem pretender cair no exagero, ou na crítica fácil, na medida em que os comentadores letrados, jornada a jornada, na Liga UEFA, vão engolindo cada sapo, que só visto. O Braga eliminou o Liverpool, porque aquela equipa já não é o que era. O Braga eliminou o Sevilha porque aquela equipa estava num mau momento. O Braga eliminou o Celtic porque teve sorte. O Braga eliminou o Lech, porque era um adversário fraquito. Não obstante ter empatado em Kiev, o Braga ia ter muita dificuldade em passar. Pois é …

O SC Braga cá vai de vento em popa, apetece-me dizer que me dá um certo gozo. Na altura certa, o Arsenal do Minho dá a resposta. A vitória nos quartos finais foi justíssima e inquestionável, não se efectuou em golos, na medida em que o Lima, com a ânsia de marcar, falhou três ocasiões soberanas para facturar. Efectivamente, os Ucranianos, à partida, tem melhor jogadores que o SC Braga, pelos menos são mais caros, e como sequência, na maior parte das vezes, quem tem melhores atletas, tem melhor conjunto e ganha. Contudo, na minha opinião, contra toda lógica, não faltou aos Bracarenses audácia no sentido literal do substantivo. Explicando, desde logo na composição inicial constatou-se ausência, por motivos óbvios, de Garcia, Rodriguez, Elderson e Kaká. Muito embora desfalcados e com, algumas adaptações, Paulo César a defesa direito e Vandinho a central, a equipa desenvolveu o seu futebol com classe e sabedoria. Para agravar a situação o Paulo César é expulso aos 28 minutos de jogo. No que concerne a esta expulsão, nada a dizer, excepto o facto ter assistido a uma reunião arbitral, em pleno jogo, juntaram-se quatro árbitros para decidir a amostragem do cartão encarnado, nunca tinha visto. Todavia, esqueceram-se de exibir o segundo amarelo ao jogador nº 34 do Dínamo, quando por duas vezes agarrou um jogador do SC Braga, depois de já ter sido admoestado com cartão amarelo.

 Com efeito, é dos livros, com o jogo empatado a zero e com a eliminatória ganha, Domingos Paciência recua as linhas, jogando a equipa com duas linhas claras de quatro e com o Meyong na frente, não se coibindo este, de quando em vez dar uma ajuda no meio campo. Na linguagem do futebol, as substituições, troca por troca deram-se em tempo útil. A troca de Meyong pelo Mossoró nada mudou, avançado por médio ofensivo, já no período de descontos, avançado por um ala rápido. A ganhar a eliminatória, num jogo de “mata mata” evidenciou-se o saber do treinador a coragem, companheirismo e espírito de sacrifício da equipa. Tanto vale empatar ou ganhar, se o resultado se mantivesse, o destino eram as meias- finais … e foi mesmo, venha lá o SL Benfica. A 5 de Maio, saberemos se vamos a Dublin. Estou em crer que sim, porque ao SL Benfica só pode valer Deus, visto que Jesus não faz milagres.


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