Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de maio, 2020

Madrinhas de Guerra, Guerra Colonial.

Madrinhas de Guerra O termo Madrinha de Guerra refere-se a mulheres ou meninas que se correspondiam por correio com militares em campanha, de modo a apoiá-los moralmente, psicologicamente ou até mesmo emocionalmente. A madrinha de guerra escrevia cartas para o seu afilhado, todavia poderia também enviar pacotes com presentes, revistas, jornais e fotografias.   Em Portugal a criação das madrinhas de guerra é da responsabilidade da associação "Assistência das Portuguesas às Vítimas de Guerra", fundada na sequência da proclamação do estado de guerra em Março de 1916. Esta associação era dirigida por Sophia de Carvalho Burnay de Mello Breyner e ligado aos meios mais conservadores da sociedade. Em Abril de 1917 surgiram as primeiras madrinhas de guerra. Entre 1914 e 1918, as madrinhas de guerra foram muito importantes para o país, apoiando soldados na Flandres. Segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira de 1936, muitas madrinhas de guerra tornaram-se noivas...

Mainatos, parte II.

Mainatos - parte II.             “ O que não referiste na tua publicação é que nós estávamos a assistir a um espectáculo. O Manuel estava de cabeça grande, isto é com uma grande bebedeira. Vocês saíram, mas logo a seguir voltaram e trocaram de mainato”. José Neto.             Este pormenor foi-me oferecido pelo meu camarada Neto, realmente fez luz na minha cabeça. Com efeito, a operação em causa, tratava-se de uma missão de patrulhamento, quatro dias e três noites, na zona do Congolo. Participaram na mesma o 1º e 2º Pelotões da CCaç 3495. Foi comandada pelo Alferes Graduado Pereira e no que concerne a Furriéis, era eu, 1º Pelotão e o Reis pelo 2º. Na formatura de saída o estado de embriaguez do Manel era deveras notório, tinha passado a noite na farra, muita cerveja baptizada com uísque (Sbell), foi um fartar. Efectivamente nem deu para a curar. Todavia, segundo o...

O Mainato.

O Mainato O Mainato, em Moçambique, era um empregado doméstico que se dedicava à lavandaria, lavava e engomava a roupa. Porém, o Exército também adotou essa designação aos indivíduos do sexo masculino que exerciam as funções de carregadores. Paralelamente, estes, para ganharem mais uns trocados, também lavavam o vestuário a alguns membros da tropa. Assim aparece na minha vida o Manel, era o carregador do 2º Pelotão, da minha Companhia. O Manuel era negro, teria cerca de 30 anos, da raça Macua, baixo – cerca de 1,60, com um defeito numa vista, bastante forte e bastante simpático, bom homem. Face a essa proximidade foi por mim contratado para tratar da minha roupa, pagava-lhe mensalmente Duzentos Escudos. Sempre cumpriu cabalmente os deveres do cargo que assumiu. Algumas peripécias dignas de registo aconteceram comigo e com aquela afável figura. A primeira, foi quando notei que, de quando vez, lá vinha uma peça de roupa com os botões partidos. Na primeira situação não liguei mui...

O Mistério das Sete Fontes

O Mistério das Sete Fontes Desde há muito que andava para revisitar o monumento nacional das Sete Fontes (Braga). Com efeito, a primeira e única vez que lá fui, aconteceu num dia de verão, há quase sessenta anos. Realmente, nas férias grandes, eu com mais alguns companheiros de infância resolvemos meter os pés ao caminho e fazer a “longa viagem” desde o Bairro da Misericórdia, até às Sete Fontes. Serviu de guia um amigo que havia sido desalojado do Areal, aquando da construçã o do quartel (RI8), que, face a essa situação veio morar para o Bairro, pelo que era um exímio conhecedor do lugar. Aliás, gabava-o de tal forma que originou em nós uma enorme curiosidade em o visitar. Desse já longo périplo apenas me ficou na memória, o longo caminho por veredas e congostas que a partir do quartel fomos obrigados a seguir, bem como a frondosidade do local. Na verdade, do conjunto arquitectónico das águas apenas recordava umas pequenas casas, o sussurrar do precioso líquido e uma ...