Sei que morrer é indubitavelmente uma verdade histórica, contudo, essa verdade nem sempre é compreendida por quem ama e por quem, de uma forma ou de outra, se encontra ligado a quem parte. Efectivamente, esse é o meu caso, já conhecia o Paulo há cerca de 40 anos, consequentemente, conheci-o ainda menino quando guiado pelo seu tio Toninho Barros, aparecia no Campo de Aviação, onde nos encontrávamos a fim de jogar uma “futebolada”. Vi-o a crescer e a tornar-se num homem com princípios e valores acima da média, também assisti ao esmero e o carinho com que educava os seus filhos, João e Inês, bem como à preocupação constante que denotava pela saúde do seu tio Toninho. Era, de facto, um amigo com quem se podia contar fosse em circunstâncias fosse. Realmente, foi um privilégio ser amigo de um homem com tamanho estatuto moral. Porém, tudo se desfez, todos os sonhos se desvaneceram, todos os projectos se encerraram, a tudo a morte, no teu caso inesperada, colocou termo sem qualquer tipo av...