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SC Braga, prova real ou prova dos nove?


É precisamente nesta hora que estava previsto efectuar e analisar a tal prova real sobre as actuações do Sporting Clube de Braga. Perante os resultados apetece-me dizer, vamos agora levar a efeito a prova dos nove e, consequentemente, adiar a prova real para mais tarde. Nesta conformidade, concretizados os jogos contra o Benfica, o Sporting, o FC Porto e Birmingham, não é difícil concluir que não obstante o resultado não ser brilhante é, pelo menos, satisfatório. É certo que a equipa foi eliminada da Taça de Portugal, todavia, por estranho que pareça, foi nesse jogo que o SC Braga realizou a melhor exibição e, paralelamente, onde foi mais prejudicado pela actuação da equipa de arbitragem. No jogo do Porto, na minha perspectiva o resultado foi Hulk 3 – SC Braga 2, pois em termos exibicionais as equipas equivaleram-se. No tocante ao jogo do Benfica, apenas posso referir que se não fosse o auto golo do Douglão, o Braga teria conquistado os três pontos em disputa. Finalmente, no jogo da Liga UEFA que nos classificou para os 16 avos de final, afirmo sem qualquer tipo de constrangimento que tivemos uma sorte do “caraças”. Aqueles primeiros vinte minutos não lembram a ninguém. De facto, se não fosse a exibição seguríssima do guarda-redes Quim e muita sorte, teríamos que ir à Bélgica conquistar o apuramento. Na verdade, intrinsecamente ligada a estes jogos surge a actuação do Mister Leonardo Jardim. Na minha modesta opinião, em termos tácticos, em todos eles esteve bem. Embora me pareça que no Dragão arriscou demais, isto levando em linha de conta o que tinha acontecido na partida, Braga vs. Bruges, quando desmembrou o meio campo com a retirada de jogo do Djamal. Efectivamente, quando vi o resultado em 3-0, pairou na atmosfera a hipótese de uma goleada, porém, o carrasco Hulk providenciou no sentido de que esse castigo imerecido para o Braga não tivesse ocorrido. Realmente aquela falta sobre o Leandro Salino e que originou a grande penalidade que o Lima transformou em golo chegou na hora “H”.
No aspecto individual continuo a não perceber alguns erros crassos exibidos por alguns atletas. As falhas na finalização do Lima já afligem, o Paulo César também tem denotado muita tremedeira na concretização. O Ewerton no jogo contra o Birmingham esteve irreconhecível, o Hélder Barbosa até metia dó, não sei se é trabalho técnico que falta ou se é falta de confiança dos atletas, seja qual for a razão, é precisamente aqui é que entra o trabalho do Mister, diagnosticar o mal e aplicar a mezinha que sare ou que diminua, pelo menos, o problema.
Após esta breve análise acho que todos nós, sócios e simpatizantes do Arsenal do Minho, devem continuar a dar o seu apoio incondicional ao Mister Leonardo Jardim, o homem merece, não nos podemos olvidar que meia equipa é nova, aliás, a linha defensiva incluindo o guardião e o trinco é totalmente diferente da do ano transacto. Vamos continuar a deixar o cheque em branco nas suas mãos. De facto, quando chegar a hora da prova real vamos ver se lhe tiramos o cheque ou se o entregaremos de vez. Aguardemos oferecendo o benefício da dúvida. Contudo, antes de arrumar a caneta deixe-me questionar: O Rodrigo Galo é mesmo carta fora do baralho, não é?
PS. Atenção Sr. Paulo Bento venha assistir os jogos do SC Braga e veja, com olhos de ver, as actuações do Quim e do Hugo Viana. Estou em crer que se os seleccionar Portugal agradece.

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