Com menos evidência do que na pretérita Quinta-feira, voltou a acontecer o mesmo ao Sporting Clube de Braga. Mais uma normalidade futebolística, isto é, mais uma derrota em Leiria, contra uma equipa que é forte candidata a descer de Divisão. Dirão os adeptos mais benevolentes, foi azar. Todavia, apetece-me dizer que a desdita aqui tem nome, podemos lhe chamar Mossoró, Salino, Lima é um jardim completo. A equipa técnica resolveu e bem efectuar uma rotação de atletas. Efectivamente, foram chamados á equipa Mérida, Carlão, Imouro, Salino que entrou de início, tendo saído Hugo Viana, Lima, Barbosa e Elderson. Acabaram de rastos o Imouro, Salino, Djamal, que na Quinta-feira os dois últimos não jogaram a partida na sua totalidade. Porém, o estranho foi a saída dos “frescos” e a continuação em jogo dos “estafados”. O Lima a entrar para a ala, o Nuno Gomes a jogar fixo na área, o Alain a jogar no meio, ó amigo, deixe de inventar, faça o natural. Aqui há dias, na CNN, ouvi uma entrevista do ex-presidente do Brasil Lula da Silva, e em resposta a questão apresentada pelo repórter disse que o segredo do seu êxito na governação do Brasil foi executar o óbvio. Faça o mesmo, faça aquilo que está à vista de toda a gente, coloque de lado a sua faculdade inventiva. O Paulo Bento quando chegou à Selecção Nacional fez o mesmo, prescindiu de todas as invenções do Carlos Queirós e os resultados viram-se. É um lugar-comum na linguagem futeboleira mas aqui encaixa-se perfeitamente, o futebol já foi inventado há muito tempo. Existe um conceito socrático que diz que para conhecer o outro, primeiro conhece-te a ti próprio. Caro amigo, o conselho é grátis e oferecido de boa vontade, conheça primeiro a sua equipa para conhecer as outras depois. Aproveite bem estas duas semanas para pensar e repensar na equipa, para limar arestas enfim tome o pulso dos atletas faça um bom diagnóstico e após haja em conformidade, achando a mezinha acertada, pois continuo a achar que tem capacidade para gerir uma grande equipa como SC Braga. Para finalizar e apesar dos resultados negativos os adeptos continuam no apoio incondicional à equipa não o desbarate, eles qualquer dia cobram.
Ares Serranos. Parte 4 A rivalidade entre pessoas, entre grupos, entre localidades, entre regiões, entre países, deve ser tão velha como o homem. Todavia, neste momento e na sequência do desafio que há dias, ocorreu entre a ADR Terras de Bouro e o GD do Gerês. Efectivamente, é por demais evidente que se trata do derby concelhio e desta vez, saiu vencedor o GD Gerês. Não obstante a maior dos atletas do GD Gerês não serem naturais e ou residentes na vila, é bem verdade que na Freguesia, sempre houve tendências futebolísticas, bem como atletas de fino recorte. Lembro-me de falarem no Quim do Dias, que esteve para ingressar no Sporting de Braga, nos 50. Aliás, eu recordo-me muito bem dele das viagens que fiz na viatura de carga e mais tarde na de passageiros da Empresa Hoteleira do Gerês, conduzidas por ele, no percurso Braga – Gerês e volta. Porém, além disso, conta a história que os cidadãos da freguesia de Vilar da Veiga, mesmo em tempos muito remotos já se preocupavam com a educação...
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