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Afinal como é?


Afinal o Carlos Queirós não era, só ele, o mau da fita.
Mais um resultado normal no futebol português, a Selecção perdeu com a Dinamarca por 2-1, sem qualquer ironia, realmente o resultado é absolutamente normal, nos últimos cinco jogos contra a equipa Dinamarquesa perdemos três, ganhamos e empatamos outro. Aliás o resultado deste jogo era uma crónica já há muito tempo anunciada, as exibições patenteadas contra Chipre e contra a Islândia, não obstante serem vitórias, eram prenúncios disso mesmo. No Chipre senão fosse aquela grande penalidade disparatada que abriu o caminho para a vitória ao mesmo tempo que a equipa ficou reduzida a dez, não sei como seria. Mesmo assim o árbitro deu um jeito quando o resultado se encontrava 1-0 e ele cortou uma jogada perigosa ao Chipre, por fora de jogo, sendo certo que o mesmo era inexistente. O Cipriota estava isolado e se concretizasse faria o empate. Contra a Islândia, não se compreende que uma equipa quase amadora, que tem um seleccionador carpinteiro, marca três golos a Portugal e falha outros tantos de forma infantil. Foram sinais de alerta que, pelos vistos, passaram ao lado do n/ Seleccionador. Era óbvio que se encontrássemos uma equipa um bocadito melhor que o Chipre e que a Islândia iríamos passar mal. Surgiu a Dinamarca e foi o que se viu, se tivessem um pouco de sorte a vitória seria retumbante, e, como é óbvio, a nossa derrota seria humilhante, mesmo assim o Patrício foi o melhor português em campo. No entanto, com o Paulo Bento é só tranquilidade. Convoca o Sílvio lesionado. Dá-se ao luxo de deixar de fora o Bosingwa, o Hugo Viana e até mesmo o Ricardo Carvalho. Cito aqui o Ricardo Carvalho, porque é só apenas o melhor defesa central português. Não estou a colocar em causa o seu afastamento por motivos disciplinares. Porém, o que pretendo questionar é que o bom treinador, um bom condutor de homens teria pressentido o mau estar do Ricardo e com uma conversa teria aclarado o problema e, consequentemente, teria abortado a sua fuga apressada e mal-educada da Selecção e se calhar o assunto ficava por ali. Todavia, o problema não é só a teimosia do Paulo Bento. Realmente o enigma é muito mais vasto, quando jogadores como o Postiga, O Carlos Martins, o Rolando, o Eliseu, o João Pereira têm lugar numa equipa nacional, algo está mal. Apostem mais em brasileiros e argentinos e daqui a alguns anos seremos da valia do Chipre e da Islândia.
Concluindo, é pouco jogador a jogar em Portugal. Com efeito, dos dezoito jogadores inscritos na ficha de jogo, apenas um suplente do Benfica, dois jogadores do Porto, dois jogadores do Sporting e um do SC Braga. Porém, nunca proliferaram como agora as escolas de futebol. Nunca os clubes trabalharam tão bem a formação como actualmente. Então como é que se pode explicar este paradoxo. Não tenho a resposta. Será talvez pelo baixo custo dos atletas da América do Sul ou Africanos? Será pelos bons negócios dos empresários de futebol? Deixo o problema no ar. Contudo, aqui é que deviam entrar as Associações de Futebol Distrital e a Federação Portuguesa de Futebol, estudando o problema e resolvê-lo, levando em linha de conta o interesse nacional e o interesse do atleta e clubes portugueses. Deixem-se de tretas e de discussões que apenas visam o poder, ou vão continuar pela solução mais fácil, quando precisarem de um atleta para a Selecção Nacional, nacionalizem-no e, qualquer dia, a equipa de todos nós chamar-se-á “equipa da FPF” e não Selecção Nacional de Portugal. Mas tenham atenção. Existem mais Hulk´s, rejeitam a nacionalização.

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