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Platini. O iluminado


Ele há cada um. O Platini, o chefão da UEFA, chegou à fenomenal e inteligente conclusão que o FC Porto, devia jogar com jogadores da região do Porto ou, numa segunda hipótese, de Portugal. Disse mais, que na final da Liga UEFA, disputada em Dublin entre o FC Porto e o SC Braga, encontrava-se, em campo 14 jogadores estrangeiros, sobretudo oriundos da América do Sul e que esta realidade era um exagero. Para produzir esta afirmação o Sr. Platini, não esteve na final da Liga dos Campeões, disputada em Londres, dez dias depois da final da Liga UEFA, entre o FC Barcelona e o Manchester United, porque senão teria dito o mesmo no que concerne a estas equipas, porquanto no início do jogo o Manchester apresentou SETE estrangeiros, a saber: Van Der Saar (Holanda), Fábio (Brasil), Vidic (Sérvio), Evra (França), Park (Coreia do Sul), Hernandez (México) e Valência (Equador). No banco tinha, Nani (Portugal), Kuszczak (Polónia) e Anderson (Brasil). No que concerne ao FC Barcelona, de início utilizou quatro estrangeiros, a saber: Abidal (França), Messi e Mascherano (Argentina) e Daniel Alves (Brasil). No banco possuía Maxwell e Tiago Alcântara (Brasil) e Afellay (Holanda). Sr. Platini, em Londres estiveram, DEZOITO estrangeiros e o senhor nada disse. O senhor nada disse quando, por exemplo o Arsenal de Londres e o Manchester City, em alguns jogos patrocinados pela UEFA, nem um atleta Inglês apresentaram. Como é? Só o Porto e Portugal não devem jogar com atletas estrangeiros. É face à nossa pequenez que somos facilmente criticáveis, ou, o senhor tem receio dos grandes. Seja sério e honesto intelectualmente, quando fizer uma crítica dessas, faço-o de uma forma genérica que eu aí até concordo. Não o faço individualizando qualquer clube ou País, pois torna-se sectário, parcial e injusto para os criticados. Na sua função deve ser justo, imparcial e generalista.
Já que estamos a abordar o assunto, o senhor já reparou que a sua Selecção, a da França, senão fossem os estrangeiros era do mesmo valor da do Luxemburgo ou de Andorra, sem ofensa para estes. Nunca o vi ou ouvi a criticar as “importações” de jovens atletas de 12-13 anos, oriundos das ex-colónias francesas que ingressam em algumas escolas de formação do seu País e quando denotam valor e atingem a maioridade, tratam, de imediato, de lhe atribuírem a cidadania francesa, para serem utilizados na Selecção e não num qualquer clube.
Sr. Platini, bem prega Frei Tomas, faz o que ele diz e não faças o que ele faz. Tenha juízo. Face a todas patacoadas que larga e atoardas que profere, ainda não sei como conserva o lugar. Ou melhor sei …

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