Avançar para o conteúdo principal

Parcialidade no comentário desportivo.


A derrota do SC Braga na Luz foi, baseou-se fundamentalmente em factores exógenos ao desafio, mesmo assim nem sequer tinha pensado em escrever sobre ela. Também não é pelo facto dos benfiquistas, nomeadamente o seu presidente e o seu treinador, não abrirem o bico sobre a actuação do major ferreira.
O que chateia, perdoem-me o termo, foi a maneira parcial como, em termos jornalísticos, foi tratado o jogo SLB vs. SC Braga, comparando com a forma como foi tratado o rescaldo dos jogos SLB vs. Chelsea, para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Desbocado, como sempre, o Sr. Vieira queixou-se, largando raios e coriscos, sobre o modo de actuar do Pedro Proença no jogo SLB vs. FCP, a mesma maneira de estar foi utilizada no fim do desafio de Londres. Obviamente que dou de barato este tipo de comentário, pois pimenta no c. dos outros é refresco. Mas o que me revolta e protesto de forma veemente, são os comentários da crítica especializada, nomeadamente na televisão. Afinal não era só o Gobern, o Sr. Nuno Dias, disse claramente que a eliminação do Benfica se deu aos erros arbitrais nos dois jogos da eliminatória. Pergunto Sr. Dias, e a vitória do Benfica sobre o Braga deveu-se a quê? Não o ouvi dizer que tinha sido pelos erros crassos do major Ferreira, ou Sr. disse e eu não ouvi. Vamos por partes, a grande penalidade em Londres não existiu? É evidente que o penalti que o Lima sofreu na Luz foi mais flagrante. Os dois cartões amarelos exibidos ao Maxi não foram ajustados? É verdade que na Luz contra o SCB fartou-se de protestar e dar pau e nada, apenas foi sujeito a admoestações verbais. Eu respondo-lhe, o castigo máximo foi evidente pois a carga do Javi foi claríssima. O primeiro cartão amarelo ao Maxi foi por protestos exagerados, quiçá malcriados, logo justo. Já no tocante ao segundo cartão amarelo, apenas posso dizer que foi uma entrada à Maxi, logo o castigo foi justíssimo. Consequentemente, o árbitro decidiu e decidiu bem.
Já há muito tempo que deixei de comprar jornais desportivos. Contento-me e chega-me perfeitamente a leitura dos jornais “Diário do Minho” e “Correio do Minho”. Já deixei de ver programas como o “Dia Seguinte “ e quejandos. Todavia, por estas e por outras qualquer dia tenho que banir da minha casa as estações de TV portuguesas.
Mas como alguém se lembrou dizer um dia: - Os cães ladram e a caravana passa.
Infelizmente para nós Braguistas, temos que lutar duas vezes mais do que os outros para conseguir os nossos objectivos.
Viva o Braga

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Ares serranos. Parte 4

Ares Serranos. Parte 4 A rivalidade entre pessoas, entre grupos, entre localidades, entre regiões, entre países, deve ser tão velha como o homem. Todavia, neste momento e na sequência do desafio que há dias, ocorreu entre a ADR Terras de Bouro e o GD do Gerês. Efectivamente, é por demais evidente que se trata do derby concelhio e desta vez, saiu vencedor o GD Gerês. Não obstante a maior dos atletas do GD Gerês não serem naturais e ou residentes na vila, é bem verdade que na Freguesia, sempre houve tendências futebolísticas, bem como atletas de fino recorte. Lembro-me de falarem no Quim do Dias, que esteve para ingressar no Sporting de Braga, nos 50. Aliás, eu recordo-me muito bem dele das viagens que fiz na viatura de carga e mais tarde na de passageiros da Empresa Hoteleira do Gerês, conduzidas por ele, no percurso Braga – Gerês e volta. Porém, além disso, conta a história que os cidadãos da freguesia de Vilar da Veiga, mesmo em tempos muito remotos já se preocupavam com a educação...

Braga, sempre.

Era uma vez, numa terra muito bonita à beira mar plantada, entre outras várias ocorrências e peripécias, existiam pequenas tribos que, entre si, praticavam um jogo chamado chuto no couro. Havia os azuis, os verdes e os encarnados, digo encarnados porque estes de vermelho nada tinham, já que a tal terra quando era governada, ditatorialmente, por um indivíduo chamado Sala e Azar, embora muito lhes custe a engolir, era a tribo do regime. Durante este regime estes encarnados ganhavam quase tudo, muito embora, às vezes, tais vitórias não fossem muito claras. Eram famosos os roubos de catedral. O campo dos lampiões era fortim afamado, pois era muito bem guardado por homens de fato preto, consequentemente, nenhum adversário tinha hipóteses de sair de lá a ganhar alguma coisa. Entretanto, aconteceu uma revolução que também se repercutiu no jogo chuto no couro, pelo que os verdes, os axadrezados e, principalmente, os azuis começaram a ganhar. Aliás, os azuis também começaram a ganhar no Cont...

A minha Escola de Futebol 3

Na continuação da saga da minha escola de futebol, desta vez vou dedicar a escrita ao Campo de Baixo. Este campo situava-se entre as traseiras das primeiras casas da ala esquerda da Rua Dom Francisco de Noronha e a congosta que existia entre este campo e a Quinta das Andorinhas, ou a Quinta do Rascão como nós a denominávamos. Apelidávamos a exploração agrícola deste modo, pois o caseiro ou proprietário da altura chamava-se Rascão. Era principalmente um campo de Verão, na medida em que no Inverno tornava-se num autêntico lamaçal pelo facto de ali desaguarem duas linhas de água. A par de recinto de jogos de futebol era também um local onde passávamos muito tempo, aproveitando a linha de sombra proporcionada pelos choupos existentes em paralelo com o muro que delimitava o campo e a congosta, jogávamos às cartas. Esse jogo, normalmente era o “montinho”, todavia, também se jogava à “pedida” e ao “sete e meio”. Efectivamente o que movimentava esse jogo de cartas eram as apostas que se f...