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Eu e o meu gato.

Eu e o meu gato.   A relação entre o ser humano e o gato doméstico é, mais ou menos, pacífica. Nessa perspectiva a minha relação com o Cocas, o gato que viveu cá em casa cerca de vinte anos, correu normalmente e dentro desse paradigma. Foi recolhido em Novembro de 1997, já com cerca de três meses de vida. Era um dia frio, encontrava-se no motor de uma viatura automóvel, onde se refugiou para se resguardar das fortes geadas desse mês invernoso. Apenas quando o condutor a imobilizou se ouviram uns ténues miados oriundos daquele sector do automóvel. Uma alma caridosa, neste caso a minha mulher, de imediato, mas muito receosa, foi verificar a origem do som. Lá estava ele, com os olhos muito arregalados, muito assustado, parecendo dizer:- Já estou aqui há muito tempo! Tirem-me daqui. Foi retirado sem que tivesse reagido negativamente, vislumbrando-se que tinha as quatro pequenas patas queimadas. Nesse mesmo dia foi levado ao veterinário que o examinou, constatando que o bicho ...
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Madrinhas de Guerra, Guerra Colonial.

Madrinhas de Guerra O termo Madrinha de Guerra refere-se a mulheres ou meninas que se correspondiam por correio com militares em campanha, de modo a apoiá-los moralmente, psicologicamente ou até mesmo emocionalmente. A madrinha de guerra escrevia cartas para o seu afilhado, todavia poderia também enviar pacotes com presentes, revistas, jornais e fotografias.   Em Portugal a criação das madrinhas de guerra é da responsabilidade da associação "Assistência das Portuguesas às Vítimas de Guerra", fundada na sequência da proclamação do estado de guerra em Março de 1916. Esta associação era dirigida por Sophia de Carvalho Burnay de Mello Breyner e ligado aos meios mais conservadores da sociedade. Em Abril de 1917 surgiram as primeiras madrinhas de guerra. Entre 1914 e 1918, as madrinhas de guerra foram muito importantes para o país, apoiando soldados na Flandres. Segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira de 1936, muitas madrinhas de guerra tornaram-se noivas...

Mainatos, parte II.

Mainatos - parte II.             “ O que não referiste na tua publicação é que nós estávamos a assistir a um espectáculo. O Manuel estava de cabeça grande, isto é com uma grande bebedeira. Vocês saíram, mas logo a seguir voltaram e trocaram de mainato”. José Neto.             Este pormenor foi-me oferecido pelo meu camarada Neto, realmente fez luz na minha cabeça. Com efeito, a operação em causa, tratava-se de uma missão de patrulhamento, quatro dias e três noites, na zona do Congolo. Participaram na mesma o 1º e 2º Pelotões da CCaç 3495. Foi comandada pelo Alferes Graduado Pereira e no que concerne a Furriéis, era eu, 1º Pelotão e o Reis pelo 2º. Na formatura de saída o estado de embriaguez do Manel era deveras notório, tinha passado a noite na farra, muita cerveja baptizada com uísque (Sbell), foi um fartar. Efectivamente nem deu para a curar. Todavia, segundo o...