Omar, onde a saudade castiga mais... Era mais um dia para cortar no calendário, era o centésimo dia que passava em Omar, era, por mera coincidência, o dia de São João do ano da graça de 1972. Efetivamente acordei cedo, com a sensação que o dia não me ia correr bem e com a lembrança saudosa da noite anterior, em circunstâncias normais estava-me a deitar e não a levantar, pois tinha sida a noite de véspera de São João, em Braga. Na minha cidade, esta noite é muito especial, goza-se a festa até ao raiar do dia. Mas a realidade era outra, estava na guerra. O meu grupo de combate encontrava-se de serviço à recolha e distribuição de água, seriam cerca de 4,30 horas, o sol já se vislumbrava para além da escarpa do planalto maconde. As berliets, três, carregadas com bidões de 200 litros, sendo certo que cada uma levava um atrelado com um depósito de cerca de 600 litros de capacidade, já se encontravam alinhadas junto ao portão sul, com o motor a trabalhar. Após a verificação das arm...