Eu e o meu gato. A relação entre o ser humano e o gato doméstico é, mais ou menos, pacífica. Nessa perspectiva a minha relação com o Cocas, o gato que viveu cá em casa cerca de vinte anos, correu normalmente e dentro desse paradigma. Foi recolhido em Novembro de 1997, já com cerca de três meses de vida. Era um dia frio, encontrava-se no motor de uma viatura automóvel, onde se refugiou para se resguardar das fortes geadas desse mês invernoso. Apenas quando o condutor a imobilizou se ouviram uns ténues miados oriundos daquele sector do automóvel. Uma alma caridosa, neste caso a minha mulher, de imediato, mas muito receosa, foi verificar a origem do som. Lá estava ele, com os olhos muito arregalados, muito assustado, parecendo dizer:- Já estou aqui há muito tempo! Tirem-me daqui. Foi retirado sem que tivesse reagido negativamente, vislumbrando-se que tinha as quatro pequenas patas queimadas. Nesse mesmo dia foi levado ao veterinário que o examinou, constatando que o bicho ...